Espiritismo e a Loucura de Maria Ferreira Chaves 02/02/1896

 

A FEDERAÇÃO – Orgão do partido republicano federal

Manaus, 2 de fevereiro de 1896

ano 3, n. 385, p. 2

 

Referia o “Jornal do Comércio” do Rio de Janeiro, em 20 do [mês] passado:

 

No xadrez da repartição central da polícia passou a noite de ante-ontem, presa em camisola de força e em estado de completa loucura, uma infeliz senhora de cor branca, de 20 anos de idade, casada, moradora à rua da Prainha n. 157, a qual enlouqueceu, segundo nos informaram, na ocasião em que assistia a uma sessão espírita, que teve lugar ante-ontem no grupo espírita denominado “Maria de Nazareth”, à rua General Camara n. 317, onde foi encontrada pelo delegado da 4ª circunscrição urbana, em estado agitadíssimo.

A infeliz senhora, que se chama Maria Ferreira Chaves, foi recolhida ao hospício nacional dos alienados, depois de ser examinada pelos médicos da polícia.



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NOTAS DO ARQUIVO ESPÍRITA:

  1. A acusação de que participar de reuniões espíritas pode levar à loucura faz parte do repertório dos antagonistas do espiritismo desde seus primórdios até os dias de hoje. Não sendo este o espaço adequado para debater a questão, sugerimos a leitura de outros textos sobre o assunto, começando pelo item XV da introdução de O Livro dos Espíritos. https://livrodosespiritos.wordpress.com/about/introducao-ao-estudo-da-doutrina-espirita/xv-a-loucura-e-suas-causas/ 
  2. O jornal A Federação apenas republicou o texto veiculado originalmente pelo Jornal do Comércio.
  3. A imagem utilizada no início desta página não faz parte do documento original.

 

O ARQUIVOESPIRITA.ORG é um repositório digital de documentos relativos à história do espiritismo.  

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