Chico Xavier psicografa poema de Augusto dos Anjos em Uberlândia (05/1943)

Periódico: Correio de Uberlândia

20 de Maio de 1943

ano 6, n. 1175

O Homem e a Dor

                                                                                 Augusto dos Anjos

O homem de concepções indefinidas,

Que tateia nas trevas da ignorância,

Nada registra além da substância

Da carne estranha que sufoca vidas.

 

Faminto nos celeiros da abundância,

É o herdeiro da lágrima, em feridas

Sepultado em micróbios homicidas,

Outro Job pela chaga e mendicância.

 

É esse homem que, cego à luz divina,

Arma os canhões para a carnificina.

Sonâmbulo sem luz, sem paz, sem norte;

 

Mas a dor que lhe assiste as derrocadas,

Modifica-lhe as miseras estiradas,

Nas expressões irônicas da morte.

 

Nota da Redação: Versos psicografados pelo médium Chico Xavier no Centro Espírita, Fé, Esperança e Caridade desta cidade.


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NOTA DO ARQUIVO ESPÍRITA: A imagem no início dessa página é  um retrato do poeta Augusto dos Anjos e não faz parte do documento original.


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