Caridade, por Val. Peres (1898)

Periódico: Humildade – ano 01 número 05, p. 3-4
Reprodução de artigo do Periódico Reformador de 15 março de 1898

Caridade

Se há bondade em teu coração, se há beleza em tua alma, se há virtude em teu proceder, homem, pratica a caridade. Espalha por toda a parte esse bálsamo consolador.

Em conquista do futuro, nas lutas do presente, lembra-te do passado; olha para esse caminho que já ficou atrás: vê como os gozos se transformaram em mágoas, as alegrias em tristezas, os prazeres em desespero e os sorrisos em prantos.

Tu sofreste de alguma sorte, e poderás ao menos calcular a intensidade do sofrimento do teu próximo, conhecendo as torturas que o seu amargor pode causar.

Segundo as tuas forças meu amigo, consola os que choram, dá de comer aos que têm fome, água aos que têm sede, veste o esfarrapado, dá agasalho ao que está ao relento. Imagina-te colocado em tais condições; como não bendirias a mão amiga que te ajudaste?!

Oh, quanto amor! Quanta fraternidade! Quantas belezas te adornam, sacratíssima caridade!… Mas a tua prática não se limita apenas à oferta de uma moeda, refletindo muitas vezes o orgulho e a vaidade; nem a dádiva de um objeto que representa às vezes inúteis sobras ou imprestáveis migalhas… Não! Ela é muito mais que isso; ela é o fruto abençoado do amor puro, é a fraternidade em ação.

Quanta caridade não faz aquele que consegue restituir a paz ao seio de uma família?!…

Ensina o caminho reto – a moral cristã – àquele que vai pelo caminho tortuoso das ilusões terrenas; evita que ele se precipite no abismo da perdição… Ó meu irmão! E executarás assim a verdadeira caridade!

Reparte com os que ignoram, um pouco do teu saber; dá de graça o que de graça recebeste.

Persevera, investiga e ajuda a teu irmão; exemplifica, pois o exemplo convence mais do que a palavra; auxilia os outros, pratica a caridade.

Repara amigo, que ninguém é perfeitamente igual, nem moral nem materialmente, o que equivale a dizer que todos somos pobres visto que precisamos uns dos outros.

Façamos pois, a caridade fraternal e pura, para depois pedirmos aos céus a esmola sacratíssima que se chama misericórdia divina.

Val. Peres


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