“Bem feliz é o filho do Senhor que não abandona os conselhos que recebeu” – Santo Agostinho (espírito) 23/03/1867

Periódico: O Eco d’além-Túmulo

Salvador, Bahia –  Julho de 1869, número 1 p. 35-36


Mensagem de 25 de março de 1867

Santo Agostinho (espírito). Médium L.

Como é agradável ver as obras do Senhor, e admirá-las.

Bem feliz é o filho e servo do Pai e Senhor, que está no Céu, que não abandona os conselhos, que recebeu, quando principiou a sua viagem pelas diversas moradas da casa do Senhor dos Senhores! Esse é sempre guiado e aconselhado por seus irmãos mais velhos, porque é um filho obediente, que teme desagradar ao Pai, e procura conselho de seus irmãos, que já viajaram por muitas dessas moradas, onde demoraram-se dias em algumas, horas em outras e minutos também em outras.

O filho, porém, que julga poder dispensar os conselhos do irmão mais velho, porque, de posse de alguma riqueza dada pelo Pai para as despesas da viagem, pensa que pode gastá-la sem escolher os objetos, que compra, nem lembrar-se que o caminho não lhe é conhecido, e que, portanto, não sabe onde terá de acabar, esse arrisca-se à ficar pobre e não poder continuar a viagem com as mesmas comodidades, nem pelo mesmo caminho com vergonha dos outros irmãos, que, mais obedientes aos preceitos do Pai, não desperdiçaram o patrimônio recebido; vai procurando outros caminhos mais desviados, onde, contente de encontrar por companheiros irmãos, que, como ele, foram pródigos, e não se quiseram humilhar recorrendo ao irmão mais velho, e cada vez mais empobrecido vê-se nas circunstâncias de ficar vagabundo sem poder continuar a viagem; e então o Pai, sempre misericordioso, o mando recolher à alguma de suas pequenas moradas, quando o vê arrependido, e ali lhe dá trabalho, para que ele adquira a riqueza necessária à custa do suor de seu rosto; e então reconhecendo que não deve esquecer os preceitos do Pai, nem os conselhos do irmão mais velho, nem daqueles, que já viajaram, e conhecem todos os perigos, continua a sua viagem, e assim, ainda que com mais demora, que dura tanto tempo, quanto é o tempo da obstinação, e do trabalho para recuperar o patrimônio mal gasto, chega sempre ao fim da viagem, e recebe a recompensa, que o Pai lhe destina.

Santo Agostinho


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