“Jesus: fonte inexaurível de bens e misericórdia que continuamente brota sobre toda a humanidade” – Santo Agostinho (espírito) 26/03/1869

Periódico: O Eco d’além-Túmulo

Salvador, Bahia –  Julho de 1869, número 1 , p.37-38


Mensagem de 26 de março de 1869

Médium L.

Eis o dia em que o Divino Salvador do mundo consumou o mais assombroso exemplo de paciência, bondade e caridade, quando, entretanto, sofria o mais afrontoso suplício que a ingratidão e a malevolência puderam preparar!

Oh! E como os homens, que conhecem esta história, olham com indiferença para essa fonte inexaurível de bens e de misericórdia, que continuamente brota sobre toda a humanidade! É a cegueira do entendimento, produzida pelas culpas, que torna o homem assim endurecido, obstinado, indiferente, e, finalmente, infeliz pela ausência, em que fica o seu Espírito das graças, que a humildade, a obediência, a fé e a caridade atraem à si!

Este pasmoso sacrifício, que o FILHO DE DEUS, feito homem, consumou, é tão fecundo de misericórdias que até os maus, que abominam o bem, recebem graça, porque sem esse benefício, que foi, e é, igualmente, derramado sobre todos os homens justos e pecadores, os maus, que, obstinadamente, fogem à luz da vida bem-aventurada, não receberiam a luz da graça, que mais tarde os há de chamar, no meio de seus sofrimentos, ao arrependimento necessário para obter de Deus o perdão e a expiação das culpas, que os obrigam a ficar sem o conhecimento do mal que sofrem, e do bem que não podem gozar.

Os Espíritos depois de tantos séculos vem lembrar ao homem o que ele é, e o que virá à ser, sem pensar, unicamente, que finda a existência, que atualmente sente ter, que tudo está acabado, e nada mais haverá de bom ou de mau, porque, vaidoso do que sabe e cego do infinito saber de Deus, crê que, como as obras dos homens, as obras de Deus são limitadas, imperfeitas e incompletas, desconhece o valor imenso, como imensa é a bondade de Deus, dos dons que a Divina Bondade e a Divina Caridade deu ao homem, é assim que o homem, que é tão ingrato com o seu Criador, é sem caridade, e soberbo com o seu semelhante.

O homem para deixar de ser mau, para conseguir ser bom, e, portanto, agradável à Deus, deve sempre pensar que Deus vê, ouve e assiste à todos os seus atos, que são por Ele conhecidas as causas mais remotas, que os produzem, e que com Esta Testemunha, que ao mesmo tempo é Juiz, que julga e dá, segundo as obras e o modo, porque elas são feitas, deve ser escrupuloso em suas intenções, e, suas palavras e em suas obras.

Com esta regra, e com a graça, que o sacrifício de nosso Senhor JESUS CRISTO, oferecido em favor da salvação da humanidade, derrama sempre e sempre para criar a vontade e a força do arrependimento do mal, os homens podem todos conseguir a felicidade de uma vida cheia de bem-aventurança.

Sê humilde, obediente e caridoso, diante de nosso Divino Pai Onipotente Senhor, para com todos os teus semelhantes, qualquer que seja o estado infeliz, em que se achem, e – poderás entrar no reino do Céu.

S. Agostinho


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