“Sede fazedores da palavra, e não ouvintes somente” – Santo Agostinho (espírito) 15/01/1867

Periódico: O Eco d’além-Túmulo

Salvador, Bahia –  Julho de 1869, número 1 p. 36-37


 Mensagem de 15 de janeiro de 1867

Médium Dona E.

Meus filhos, sede fazedores da palavra, e não ouvintes tão somente, enganando-vos a vós mesmos; porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não fazedor, este será comparado a um homem, que contempla num espelho o seu rosto nativo: porque se considerou à si mesmo, e se foi, e logo se esqueceu qual haja sido.

Mas o, que contemplar na Lei perfeita, que é a da liberdade, e perseverar nela, sendo não ouvinte esquecido, mas fazedor de obra, este será bem-aventurado no seu fito.

Se alguém, pois, cuida que tem religião, não refreando a sua língua, mas seduzindo o seu coração, a sua religião é vã.

A religião pura e sem mancha aos olhos de Deus e nosso Pai consiste nisto: – Em visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições, e em conservar-se cada um a si isento da corrupção deste século.

Meus filhos, não vos admireis de que o mundo vos tenha ódio. Nós sabemos que fomos trasladados da morte para a vida, porque amamos os nossos irmãos: aquele, portanto, que não ama os seus irmãos permanece na morte.

Se nós vivemos pelo espírito, conduzamos pelo espírito; e se, estais vendo que tudo isto é real, – como não quereis acreditar que a Deus nada é impossível?

S. Agostinho

Nota de O Eco D’além Túmulo: É sobremodo notável esta comunicação, que foi escrita por um médium em sonambulismo espontâneo, e que nenhuma leitura tem da Bíblia. Esta comunicação é a exposição textual dos versos 22 a 27 do cap. I da Ep. Cath. de S. Thiago Ap.

Para os incrédulos materialistas isso, naturalmente, não terá valor algum, mas para os adversários que se esforçam maliciosamente em falsear as crenças, incutindo nos ânimos incautos, ou ingênuos, a ideia de que demônios, que, unicamente, se manifestam, esta comunicação, recebida dentro do nosso círculo de observação, deve ter todo valor, porque é uma prova inelutável de que os bons Espíritos se comunicam, conforme a fé recomendada no art. X do Símbolo dos Apóstolos – a comunicação dos Santos; e se manifestam, conforme também a doutrina dos versos 17 e 18 do Cap. II dos Act.. dos Ap., em que o SENHOR promete derramar nos últimos tempos do seu Espírito sobre a carne; e para harmonia desses ensinos é que o Apóstolo S. João recomenta que não se creia em todo o Espírito, mas que se prove, se os Espíritos são de Deus (Ep. I, IV-1). – E como provar que os Espíritos são de Deus, senão pelos seus frutos? – Porventura podem os maus Espíritos ensinar a prática de boas obras?


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