Deus – poema de Caetano Alves de Souza Filgueiras (espírito) 1881 (?)

Periódico: União e crença – Ano I número 02, p.2

Areias, SP, 15 de abril de 1881


Deus

 

Eu te adoro oh! Deus meu nas tuas obras

E tudo o que vejo na grandeza

No perfil imponente das montanhas

E das vastas florestas na riqueza!

 

Eu te adoro nas águas cristalinas

Que os abismos devassam das cascatas

No raio agricultor do rei dos astros

E nas noites de luar nos véus de prata!

 

Eu te adoro na rabida harmonia

Que a voz dos furacões nos céus entoa

Na lei suprema que o porvir do mundo

Nas convulsões da terra aperfeiçoa!

 

Eu te adoro no ar na vida em tudo

Porque tudo ó senhor teu nome canta

Como causa primeira ante o infinito

Divino artista de opulência tanta!

 

E que não venha neste arroubo d’alma

O zelo intolerante do egoísta

Envenenar-me a Glória de adorar-te

Com o infundado labéu do panteísta!

 

Eu não meço a minh’alma pelos livros

Nem livros em amor decidir podem

São inatos no peito os sentimentos

E deles a voz do amor soltos acodem!

 

Eu não sei se te amando em tudo sempre

Em cada objeto estou criando um Deus!

O que sei é que n’alma que me deste…

Glória, ambições, afetos são só teus!…

 

Caethano Alves de Souza Filgueiras (espírito), médium M. Amélia

 


PARA VER O DOCUMENTO ORIGINAL DIGITALIZADO (CLIQUE AQUI)


O ARQUIVOESPIRITA.ORG é um repositório digital de documentos relativos à história do espiritismo.  

Caso tenha algum documento antigo que tenha relação com o espiritismo, por favor entre em contato conosco pelo e-mail arquivoespirita@gmx.com , ou por nossa página no Facebook.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *